domingo, 18 de dezembro de 2011

Crítica sobre: A Vida em Tons de Cinza {Livro}

"[...]Eles estavam esperando. Uma mulher que também constava da lista estava dando a luz um bebê. Assim que o cordão umbilical fosse cortado, os dois seriam jogados dentro do veículo[...]" --Pág.19


O Livro conta a história de Lina Vilkas , que mudou drasticamente em 14 de junho de 1941, dia que a NKVD a leva, junto com sua mãe e seu irmão para um Campo de Trabalho. 
Lina junto com seus familiares vivem em situações desumanas, e junto com os outros deportados ainda acreditam que um dia saíram vivos daquele lugar.

Conheci o livro, quando recebi pedido pra divulgação dele no blog, lembro que assim que li mais sobre e vi o vídeo em que a autora conta um pouco sobre o livro fiquei interessada na leitura, mas não o pedi para resenha, pois estava no terceiro livro sobre ‘guerras’ e queria mudar um pouco o assunto, mas assim que bateu a vontade e a curiosidade voltou eu pedi pra querida da Isabela e ela me enviou de cortesia para resenha! 

Sobre a capa acho ela belíssima, simples, mas muito bem trabalhada e sim muito bela, a diagramação do livro é simples, com capítulos simples (sem espaço, onde termina começa outro), mas contendo alguns detalhes como os números (estão dentro de quadrinho), eu achei bonitinho, folhas amarelinhas ótima pra leitura! 

O Livro é Dividido em ‘3’ partes: Ladrões e Prostitutas, Mapas e Serpentes, Gelo e Cinzas. É uma história de ficção narrada em primeira pessoa, se passa na União Soviética e conta o horror vivido por povos da Estônia, Letônia e Lituânia que tivera um terço de seu povo exterminado por ordens de Stalin. O Livro é cheio de sofrimento, dor! Os Personagens são todos marcantes, no decorrer da leitura você acaba se sentindo na pele de cada um, de forma que você se vê vivenciando cada cena, desde as mais tristes às mais alegres. Em muitas partes do livro eu ficava pensado como isso pode ter acontecido? O que pensamos que conhecemos? Como pode existir pessoas tão, mas assim? 

É um livro belíssimo, marcante, tocante, uma ótima opção para quem gosta de fatos históricos! Mesmo sendo de ficção o realismo se faz presente pelas barbaridades que o homem é capaz de fazer aos de sua própria raça. LEIAM!! 

Algumas Informações:
➟Ruta Sepetys é americana, mas seu pai fou um dos refugiados lituanos e não passou pelas situações cruéis descritas no livro, entretanto, parentes próximos passaram. A autora empreendeu duas viagens à Lituânia para embasar suas pesquisas. Os fatos citados no livro são todos fictícios, basiado nas narrações dos sobreviventes. 

➟Estima-se que Stalin (líder da URSS) tenha matado mais de 20 milhões de pessoas durante o seu reinado. Ainda assim, quando Estônia, Lituânia e Letônia conseguiram sua liberdade, em 1991, a independência ocorreu com paz e dignidade.


Qual minha nota para o livro:



Autor: Ruta Sepetys 
Editora: Arqueiro 

Sinopse: 1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias.

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