quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Resenha: Trainspotting {Filme}


Ano: 1996
Diretor: Danny Boyle 
Gênero: Crime e Drama

Escolha viver. Escola um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão enorme, escolha uma maquina de lavar, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros baixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas de esporte e malas combinando. Escolha um terno em uma variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na TV comendo porcarias. Escolha apodrecer no final, beber num bar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substitui-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver.
Mas por que eu iria querer isso?
Escolhi não viver. Escolhi outra coisa. E os motivos... Não há motivos. Quem precisa de motivos quando se tem heroína?

Mark Renton nos é apresentado como o protagonista entre um grupo de amigos viciados em heroína que vivem de modo perigoso, ousado e com muito humor negro. Todavia, cansado dessa suposta mesmice, Renton toma uma decisão: acabar com o próprio vício.
Era minha ultima dose. Mas vamos ser claros, existe a última e as últimas. Qual seria esta?
Ah, ele não imaginou o quão difícil seria. Afinal, sabemos, que o meio é o principal fator de influencia na vida das pessoas. Com Renton, tendo amigos tão drogados quanto ele, não foi diferente. Infelizmente.

Quando lançado, em 1996, o filme foi atacado pela mídia. Ah, essa mídia... O motivo? Disseram estes inocentes seres que o filme passava uma imagem boa de usar drogas. Boa? Por favor! Conversa para boi dormir. Os personagens, de fato, se divertem com suas peripécias ao lado da droga, contudo, logo é visto que esta vida não é  a melhor a ser seguida.  Trainspotting é um filme para amar ou odiar, tudo depende de seu modo de raciocinar (e se você odiar, convenhamos, com certeza raciocinou mal). filme é guiado de um modo de tragicomédia, um pouco disso, um pouco daquilo, assim formando um verdadeiro masterpiece.

Sou a pessoa mais chata do mundo para filmes, sinceramente, mas este conseguiu ganhar um lugarzinho especial. Não pela estória e personagens carismáticos, não, mas por conter uma moral que poucos viram.



Não escolhi viver, disse Renton no início.

Escolhi viver, disse Renton no final.

(E, convenhamos, que moço bonito de sotaque apreciável!).

AVALIAÇÃO

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